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Platão. Visão do passado ou futuro ?

platao_fim do mundo antigo

Platão

Platão, filósofo grego que viveu entre 427 a.C. e 348 a.C., foi o responsável pela difusão da lenda sobre a Atlântida. Platão teria tomado conhecimento da Atlântida por meio de um Sábio da cidade de Saís, no Egito. Segundo o que afirmava, a Atlântida era uma grande ilha que foi destruída por um terremoto, indo para o fundo do mar.

Este terremoto teria sido um castigo divino, e estes acontecimentos ocorreriam de tempos em tempos, sendo que a Atlântida não foi o único caso, e não seria o último. Veja abaixo alguns diálogo:

“… a ilha (de Atlântida) era maior do que a Líbia e a Ásia juntas e através das ilhas podia-se atravessar para o continente oposto.”

“Os reis e súditos da Atlântida foram, durante muito tempo, justos e bons, mas pouco a pouco perderam as virtudes; ficaram ávidos de bens e prazeres, e então os deuses afundaram o seu Continente sob as ondas do Oceano. … Nesta ilha, Atlântida, alguns reis tinham formado um império grande e maravilhoso.

Eram senhores da ilha inteira e de muitas outras ilhas e porções de continentes. Do nosso lado dominavam a Líbia até o Egito, e a Europa até à Tirrena. … Mas, a seguir, houve tremores de terra e cataclismo. No espaço de um só dia e uma só noite, todo o vosso exército foi tragado, sob a terra, de um só golpe, e igualmente a Atlântida se abismou no mar e desapareceu.”

“Os homens foram destruídos e tornarão a sê-lo, de muitas maneiras. As mais graves destruições aconteceram pelo fogo e pela água, mas houve outras menores, de mil maneiras. … Às vezes se produz um desvio nos corpos que circulam em torno da Terra. E a intervalos muito espaçados de tempo, tudo quanto está sobre ela perece por superabundância de fogo.

Então perecem todos os que habitam sobre as montanhas, em lugares elevados e zonas secas, de preferência aos que moram perto dos rios e do mar. De outras vezes, ao contrário, quando os deuses purificam a Terra por meio das águas e a submergem, salvam-se apenas os aldeões e os pastores, mas os habitantes de suas cidades são arrastados para o mar pelos rios.”

“Sempre que as coisas se encontram um pouco organizadas, eis aqui que, de novo, a intervalos regulares; com uma enfermidade, as ondas do céu caem novamente sobre vós, não deixando como sobreviventes mais que os iletrados e ignorantes. … Assim, voltareis de novo a ser jovens, sem nada saber do que aconteceu aqui, nem entre vós, nem nos tempos anteriores. … E, acima de tudo, não recordareis mais que um só dilúvio terrestre, quando houve muitos anteriormente.”

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