• Interpretações exclusivas e racionais de acordo com uma visão mais espiritualizada das profecias apocalipticas.
  • Teorias das conspirações que envolvem a elite globalista capitalista.
  • Transcedentalidade racional por suas diversas nuances na história humana.
  • Espiritualidade em todas as formas humanas de manifestações.
  • Misterios antigos da humanidade com sondagem nas diversas culturas antigas.
  • Ufologias e suas variaveis in manifestações na sociedade humana.
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O dever esquecido e as riquezas da terra

o dever esquecido

O Dever Esquecido

Certo rei muito poderoso, sendo obrigado a longa ausência, tomou de grande
fortuna e entregou-a ao filho, confiando-lhe a incumbência de levantar
grande casa, tão bela quanto possível.
Para isso, o tesouro que lhe deixava nas mãos era suficiente.
Acontece, porém, que o jovem, muito egoísta, arquitetou o plano de
enganar o próprio pai, de modo a gozar todos os prazeres imediatos da
vida
.

E passou a comprar materiais inferiores.
Onde lhe cabia empregar metais raros, utilizava latão; nos lugares
em que devia colocar o mármore precioso, punha madeira barata, e nos
setores de serviço, em que a obra reclamava pedra sólida, aplicava terra
batida …

Com isso, obteve largas somas que consumiu, desorientado, junto de amigos loucos.

Quando o monarca voltou, surpreendeu o príncipe abatido e cansado,
a apresentar-lhe uma cabana esburacada, ao invés de uma casa nobre.
O rei, no entanto, deu-lhe a chave do pequeno casebre e disse-lhe, bondoso:

A casa que mandei edificar é para você mesmo, meu filho … Não me
parece a residência sonhada por seu pai, mas devo estar satisfeito com a
que você próprio escolheu ..

Após ligeira pausa, Veloso advertiu:
O conto impele-nos a judiciosas apreciações, quanto ao cumprimento exato de nossos deveres.

Comparemos o soberano a Deus, nosso Pai.
O príncipe da história poderia ter sido qualquer um de nós.
A fortuna para construirmos a moradia de nossa alma é a vida que Deus nos empresta.

Quase sempre, contudo, gastamos o tesouro da existência em
caprichosa ilusão
, para acabarmos relegados, por nossa própria culpa,
aos pardieiros apodrecidos do sofrimento.
Mas, aqueles que se consagram à bênção do dever, por mais áspero
que seja, adquirem a tranqüilidade e a alegria que o Supremo Senhor lhes
reserva, por executarem, fiéis, a sua divina vontade, que planeja sempre o melhor a nosso favor.

Autor: Meimei
Psicografia de Francisco Cândido Xavier


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